sábado, 14 de novembro de 2015

"A dieta ideal - Sem mitos, sem milagres, sem terrorismo": um livro que vale a pena

Livro A dieta ideal de Marcio Atalla e Desire Coelho
Hoje estou aqui para comentar um livro que li e recomendo: "A dieta ideal - Sem mitos, sem milagres, sem terrorismo", de Marcio Atalla e Desire Coelho.

Confesso que comprei este livro em uma linha meio auto-ajuda: sempre estou às voltas com textos, vídeos e programas ligados à alimentação, emagrecimento e treinamento esportivo. Busco, com isso, estar sempre envolta em uma atmosfera que me lembre e me apoie no caminho que escolhi para mim, que é de manter uma vida ativa e cuidar da minha alimentação. Sabe quando você não quer ir treinar, mas lê aquele card motivacional no Facebook? Pois é, comigo funciona. 

Este livro, porém, é bastante surpreendente, pois ele desfaz algumas ideias pré-concebidas que temos.

Quer alguns exemplos? Então, saiba que:

- Para estar saudável nem sempre é necessário perder peso.

Pois é, não é, não. Sobretudo se você for fisicamente ativo. Para quem despreza os gordinhos por conta disso (ou despreza a si mesmo se estiver acima do peso), esta é uma ideia meio soco no estômago.

- Percentual de gordura não tem relação direta com saúde
Pois é, surpresa (ao menos para mim): segundo os autores, não há nenhum estudo científico que relacione percentual de gordura corporal com saúde (ou risco de morte/de desenvolver doenças). A circunferência abdominal é a medida com melhor reconhecimento científico para avaliar risco de saúde. 

- Para a saúde, muitas vezes é melhor ter um peso corporal estável, mesmo que um pouco acima do desejado, do que sofrer com o efeito sanfona.

Não é saudável ficar no "emagrece-engorda-emagrece-engorda". Diminui a tolerância à glicose, aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de endométrio e pode levar a um ganho de peso corporal em longo prazo. Ou seja, ter peso estável é fundamental. 

- Segundo pesquisas, existe relação entre IMC e risco aumentado de morte para a obesidade (IMC acima de 30), mas não para o sobrepeso (IMC entre 25 e 29,9).

Dizem os autores: "se a pessoa possui peso estável e não apresenta complicações de saúde, talvez ela não precise de fato emagrecer".

O livro também apresenta várias outras informações relevantes, como o fato de a restrição alimentar gerar compulsão. Os autores afirmam que não devem existir alimentos proibidos em uma alimentação. O que é preciso haver é equilíbrio. Também são bem sinceros em relação à indústria de emagrecimento e seus interesses nem sempre tão cândidos. O livro traz dicas práticas para o dia a dia, como o uso de diário alimentar, algo que já fiz sob orientação de minha nutricionista. Há testes também de relação com a comida (meu resultado: me policio demais). 

Pessoalmente, ao ler o livro, fiquei um pouco desconfortável algumas vezes. Pois ele te dá liberdade e flexibilidade, não é punitivo e nem autoritário, ao contrário de muita coisa que a gente vê por aí em termos de alimentação e treino. Ao lê-lo, achei que abri minha mente para alguns aspectos. Em resumo, achei bem útil e recomendo a leitura. 

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

O valor de ter uma nutricionista

Sou jornalista há mais de uma década e algo que me incomoda na minha profissão é a pouca valorização dela. Infelizmente, como todo mundo sabe ler e escrever, todos também acham que podem meter o bedelho em nosso trabalho: trocar título, construção de frase, ordem de texto, para citar o básico. As pessoas fazem isso sem perceber que há toda uma técnica e um conhecimento por trás de cada linha. Sem mencionar a atuação de um profissional que estudou quatro anos, no mínimo, para apresentar o que acaba sendo alterado e estragado em segundos.

Com os nutricionistas, acho que acontece algo parecido. Hoje, é claro, a profissão é bem mais valorizada. Porém, penso que ainda persistem ideias equivocadas sobre o trabalho desse profissional. Um trabalho valioso, que faz a diferença em quem busca auxílio profissional para emagrecer.

Ideia equivocada número 1:
As pessoas têm a tendência de achar que sabem tudo sobre alimentação e que podem emagrecer sozinhas.


O valor de uma nutricionista
Se este for o seu caso, não estou aqui para duvidar do seu potencial. Vá lá, boa sorte, tudo de bom. Mas este texto tem outro intuito: mostrar que contar com apoio profissional para emagrecer, se você pode arcar com ele, é um diferencial, pode ajudá-lo a atingir seu objetivo de forma mais rápida, saudável e tranquila.

Lembro da primeira consulta que tive com a minha nutricionista, lá no início dos anos 2000. Em uma postura arrogante - para dizer o mínimo -, cheguei achando que sabia tudo. O cômico é que sabia tanto que estava gorda: desconfiava de tudo e achava que não ia dar certo. E qual não foi minha surpresa ao emagrecer dois quilos em uma ou duas semanas, já não me lembro. Podendo tomar picolé todo dia ou comer um chocolate de 25 gramas! Parecia mágica. Mágica? Acho que seria melhor dizer: profissionalismo. Se você fizer o que a sua nutricionista manda - e ela for uma boa profissional -, você vai emagrecer. Porque ela estudou para isso. Ela conhece o corpo humano, os alimentos. Você, não.

Ideia equivocada número 2:Não vale a pena gastar dinheiro com nutricionista

Por favor, não me entenda mal: não estou aqui dizendo que todo mundo tem que pagar uma nutricionista. Nada disso. Cada um sabe até onde o bolso dá (ainda mais com a possibilidade de usar o plano de saúde ou mesmo o SUS). Porém, acho uma pena ver uma pessoa que pode pagar uma nutricionista e não o faz simplesmente porque acha que não vale a pena. É uma postura na linha "esse trabalho não vale dinheiro, não merece ser remunerado ou, se for pago, deve ser barato". É algo que também acontece muito com profissionais de educação física (um dia dedico um post a esses bravos heróis, também fundamentais em nossa vida). Pessoalmente, acho que quem pensa assim deve reavaliar suas ideias. Afinal, faça as contas aqui comigo: quanto vale uma vida mais saudável, entrar em uma roupa que se escolheu, voltar a ter amor próprio e tantas outras boas coisas que o emagrecimento nos traz?

Ideia equivocada número 3:Não vou à nutricionista porque não quero viver comendo alface


Então, pode ir tranquila, porque você vai comer muito mais do que alface. E, provavelmente, fará mais refeições do que faz hoje. Ao menos, aconteceu comigo. Quando comecei a seguir um planejamento alimentar, as pessoas ficavam assustadas com a quantidade de refeições que eu fazia, a frequência com que comia. Claro que não eram porções gigantes, mas eu passei a ter seis refeições ao dia e elas me satisfaziam. O mais engraçado era a cara de espanto com o que era permitido (inclusive a minha própria). Se você precisa de um chocolate todo dia, vai ter chocolate todo dia. Claro, não será uma barra de 450 gramas, será de 25. Mas haverá chocolate. Não era o que você queria?

Lembro até hoje da cara divertida da minha nutri Simone, montando meu planejamento alimentar e me surpreendendo com o que eu achava que não poderia comer nunca mais. Quer uns exemplos? Pão de mel, pipoca doce, picolé! Até cheeseburguer do McDonalds com batata pequena fez parte do meu planejamento alimentar uma época. Era a saída do final de semana. Como li em um livro recente, lembre-se: proibição gera compulsão. Não embarque nessa! 

Bom, acho que escrevi mais do que o suficiente. Nos textos aqui do blog tenho repetido uma ideia central, mas que considero muito: busque ajuda profissional para atingir seus objetivo. No caso, minha sugestão é: tenha uma nutricionista. Faz diferença. 

domingo, 1 de novembro de 2015

Quando você precisar de incentivo


Emagrecer tem muito a ver com o lado emocional. Tem uns dias em que a gente precisa ler uma frase ou um texto de incentivo/apoio para seguir adiante. Nestes dias, sugiro que você dê uma passada no site do Dr. Tommaso, psicólogo e psicanalista focado em psicologia do emagrecimento, que também é colunista da revista Boa Forma.

Eu lia a coluna dele na revista e sempre gostei. No site, há textos bem bacanas. Transcrevo abaixo dois trechos que havia guardado, já tem um tempo. Espero que seja útil a mais alguém também.

"Como você se avalia? O que pensa e sente a seu respeito? Como se comporta consigo próprio? É uma "boa amiga" de si mesma? Ou na maioria das vezes se critica como pessoa, mas não analise seu comportamento? Coloca sua vida, sua essência num número da balança? Você se ama ou se detesta? Sente-se merecedora de seus objetivos?

O passo mais importante é justamente aquele que falta na maioria das candidatas ao emagrecimento: uma sólida e sincera amizada por si mesma! Aceitar-se incondicionalmente, mas não passivamente. Mudar aquilo que está ao seu alcance e conviver com o que não quer ou não pode mudar. Amar-se porque existe e não se tiver manequim 38. Pense no que é bom para você e não no que é bom para os outros."

"Ame-se mesmo estando gorda e não se rejeite! Invista em mudança de comportamento, de estilo de vida e não em auto-agressões. Seja disciplinada, mas não algoz de si mesma! Analise-se e não critique. Planeje, mas não se angustie inutilmente. Use o erro como oportunidade de aprender algo. Viva o presente! O passado já foi e o futuro ainda não veio. O tempo é hoje. Por isso, se você está brigada com você mesma, faça as pazes!"