sábado, 14 de novembro de 2015

"A dieta ideal - Sem mitos, sem milagres, sem terrorismo": um livro que vale a pena

Livro A dieta ideal de Marcio Atalla e Desire Coelho
Hoje estou aqui para comentar um livro que li e recomendo: "A dieta ideal - Sem mitos, sem milagres, sem terrorismo", de Marcio Atalla e Desire Coelho.

Confesso que comprei este livro em uma linha meio auto-ajuda: sempre estou às voltas com textos, vídeos e programas ligados à alimentação, emagrecimento e treinamento esportivo. Busco, com isso, estar sempre envolta em uma atmosfera que me lembre e me apoie no caminho que escolhi para mim, que é de manter uma vida ativa e cuidar da minha alimentação. Sabe quando você não quer ir treinar, mas lê aquele card motivacional no Facebook? Pois é, comigo funciona. 

Este livro, porém, é bastante surpreendente, pois ele desfaz algumas ideias pré-concebidas que temos.

Quer alguns exemplos? Então, saiba que:

- Para estar saudável nem sempre é necessário perder peso.

Pois é, não é, não. Sobretudo se você for fisicamente ativo. Para quem despreza os gordinhos por conta disso (ou despreza a si mesmo se estiver acima do peso), esta é uma ideia meio soco no estômago.

- Percentual de gordura não tem relação direta com saúde
Pois é, surpresa (ao menos para mim): segundo os autores, não há nenhum estudo científico que relacione percentual de gordura corporal com saúde (ou risco de morte/de desenvolver doenças). A circunferência abdominal é a medida com melhor reconhecimento científico para avaliar risco de saúde. 

- Para a saúde, muitas vezes é melhor ter um peso corporal estável, mesmo que um pouco acima do desejado, do que sofrer com o efeito sanfona.

Não é saudável ficar no "emagrece-engorda-emagrece-engorda". Diminui a tolerância à glicose, aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de endométrio e pode levar a um ganho de peso corporal em longo prazo. Ou seja, ter peso estável é fundamental. 

- Segundo pesquisas, existe relação entre IMC e risco aumentado de morte para a obesidade (IMC acima de 30), mas não para o sobrepeso (IMC entre 25 e 29,9).

Dizem os autores: "se a pessoa possui peso estável e não apresenta complicações de saúde, talvez ela não precise de fato emagrecer".

O livro também apresenta várias outras informações relevantes, como o fato de a restrição alimentar gerar compulsão. Os autores afirmam que não devem existir alimentos proibidos em uma alimentação. O que é preciso haver é equilíbrio. Também são bem sinceros em relação à indústria de emagrecimento e seus interesses nem sempre tão cândidos. O livro traz dicas práticas para o dia a dia, como o uso de diário alimentar, algo que já fiz sob orientação de minha nutricionista. Há testes também de relação com a comida (meu resultado: me policio demais). 

Pessoalmente, ao ler o livro, fiquei um pouco desconfortável algumas vezes. Pois ele te dá liberdade e flexibilidade, não é punitivo e nem autoritário, ao contrário de muita coisa que a gente vê por aí em termos de alimentação e treino. Ao lê-lo, achei que abri minha mente para alguns aspectos. Em resumo, achei bem útil e recomendo a leitura. 

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

O valor de ter uma nutricionista

Sou jornalista há mais de uma década e algo que me incomoda na minha profissão é a pouca valorização dela. Infelizmente, como todo mundo sabe ler e escrever, todos também acham que podem meter o bedelho em nosso trabalho: trocar título, construção de frase, ordem de texto, para citar o básico. As pessoas fazem isso sem perceber que há toda uma técnica e um conhecimento por trás de cada linha. Sem mencionar a atuação de um profissional que estudou quatro anos, no mínimo, para apresentar o que acaba sendo alterado e estragado em segundos.

Com os nutricionistas, acho que acontece algo parecido. Hoje, é claro, a profissão é bem mais valorizada. Porém, penso que ainda persistem ideias equivocadas sobre o trabalho desse profissional. Um trabalho valioso, que faz a diferença em quem busca auxílio profissional para emagrecer.

Ideia equivocada número 1:
As pessoas têm a tendência de achar que sabem tudo sobre alimentação e que podem emagrecer sozinhas.


O valor de uma nutricionista
Se este for o seu caso, não estou aqui para duvidar do seu potencial. Vá lá, boa sorte, tudo de bom. Mas este texto tem outro intuito: mostrar que contar com apoio profissional para emagrecer, se você pode arcar com ele, é um diferencial, pode ajudá-lo a atingir seu objetivo de forma mais rápida, saudável e tranquila.

Lembro da primeira consulta que tive com a minha nutricionista, lá no início dos anos 2000. Em uma postura arrogante - para dizer o mínimo -, cheguei achando que sabia tudo. O cômico é que sabia tanto que estava gorda: desconfiava de tudo e achava que não ia dar certo. E qual não foi minha surpresa ao emagrecer dois quilos em uma ou duas semanas, já não me lembro. Podendo tomar picolé todo dia ou comer um chocolate de 25 gramas! Parecia mágica. Mágica? Acho que seria melhor dizer: profissionalismo. Se você fizer o que a sua nutricionista manda - e ela for uma boa profissional -, você vai emagrecer. Porque ela estudou para isso. Ela conhece o corpo humano, os alimentos. Você, não.

Ideia equivocada número 2:Não vale a pena gastar dinheiro com nutricionista

Por favor, não me entenda mal: não estou aqui dizendo que todo mundo tem que pagar uma nutricionista. Nada disso. Cada um sabe até onde o bolso dá (ainda mais com a possibilidade de usar o plano de saúde ou mesmo o SUS). Porém, acho uma pena ver uma pessoa que pode pagar uma nutricionista e não o faz simplesmente porque acha que não vale a pena. É uma postura na linha "esse trabalho não vale dinheiro, não merece ser remunerado ou, se for pago, deve ser barato". É algo que também acontece muito com profissionais de educação física (um dia dedico um post a esses bravos heróis, também fundamentais em nossa vida). Pessoalmente, acho que quem pensa assim deve reavaliar suas ideias. Afinal, faça as contas aqui comigo: quanto vale uma vida mais saudável, entrar em uma roupa que se escolheu, voltar a ter amor próprio e tantas outras boas coisas que o emagrecimento nos traz?

Ideia equivocada número 3:Não vou à nutricionista porque não quero viver comendo alface


Então, pode ir tranquila, porque você vai comer muito mais do que alface. E, provavelmente, fará mais refeições do que faz hoje. Ao menos, aconteceu comigo. Quando comecei a seguir um planejamento alimentar, as pessoas ficavam assustadas com a quantidade de refeições que eu fazia, a frequência com que comia. Claro que não eram porções gigantes, mas eu passei a ter seis refeições ao dia e elas me satisfaziam. O mais engraçado era a cara de espanto com o que era permitido (inclusive a minha própria). Se você precisa de um chocolate todo dia, vai ter chocolate todo dia. Claro, não será uma barra de 450 gramas, será de 25. Mas haverá chocolate. Não era o que você queria?

Lembro até hoje da cara divertida da minha nutri Simone, montando meu planejamento alimentar e me surpreendendo com o que eu achava que não poderia comer nunca mais. Quer uns exemplos? Pão de mel, pipoca doce, picolé! Até cheeseburguer do McDonalds com batata pequena fez parte do meu planejamento alimentar uma época. Era a saída do final de semana. Como li em um livro recente, lembre-se: proibição gera compulsão. Não embarque nessa! 

Bom, acho que escrevi mais do que o suficiente. Nos textos aqui do blog tenho repetido uma ideia central, mas que considero muito: busque ajuda profissional para atingir seus objetivo. No caso, minha sugestão é: tenha uma nutricionista. Faz diferença. 

domingo, 1 de novembro de 2015

Quando você precisar de incentivo


Emagrecer tem muito a ver com o lado emocional. Tem uns dias em que a gente precisa ler uma frase ou um texto de incentivo/apoio para seguir adiante. Nestes dias, sugiro que você dê uma passada no site do Dr. Tommaso, psicólogo e psicanalista focado em psicologia do emagrecimento, que também é colunista da revista Boa Forma.

Eu lia a coluna dele na revista e sempre gostei. No site, há textos bem bacanas. Transcrevo abaixo dois trechos que havia guardado, já tem um tempo. Espero que seja útil a mais alguém também.

"Como você se avalia? O que pensa e sente a seu respeito? Como se comporta consigo próprio? É uma "boa amiga" de si mesma? Ou na maioria das vezes se critica como pessoa, mas não analise seu comportamento? Coloca sua vida, sua essência num número da balança? Você se ama ou se detesta? Sente-se merecedora de seus objetivos?

O passo mais importante é justamente aquele que falta na maioria das candidatas ao emagrecimento: uma sólida e sincera amizada por si mesma! Aceitar-se incondicionalmente, mas não passivamente. Mudar aquilo que está ao seu alcance e conviver com o que não quer ou não pode mudar. Amar-se porque existe e não se tiver manequim 38. Pense no que é bom para você e não no que é bom para os outros."

"Ame-se mesmo estando gorda e não se rejeite! Invista em mudança de comportamento, de estilo de vida e não em auto-agressões. Seja disciplinada, mas não algoz de si mesma! Analise-se e não critique. Planeje, mas não se angustie inutilmente. Use o erro como oportunidade de aprender algo. Viva o presente! O passado já foi e o futuro ainda não veio. O tempo é hoje. Por isso, se você está brigada com você mesma, faça as pazes!"

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Como perder 25 quilos


O título é matador porque estou querendo ganhar uns cliques no Google. Hahahahaha


Mas, sim, é verdade: eu perdi 25 quilos. Só com exercício e planejamento alimentar (dieta, não! Planejamento alimentar).

Não, este post não vai ter foto antes e depois. Muita derrota. Mas, sim, vou contar que eu cheguei a ter obesidade nível um e pesei 89,9 quilos (uia!).

Não, eu não emagreci isso tudo correndo. Na verdade, eu só comecei a correr quando faltavam ainda uns sete quilos para emagrecer. Ou seja, foi no terço final da jornada. 

Não, eu não emagreci rapidamente. Minha jornada começou em outubro de 2011 e continua até hoje. E continuará amanhã. E depois de amanhã. E para o resto da vida. 

Eu nunca falei publicamente sobre esse processo. Também nunca celebrei. Maior medo de comemorar e um mês depois estar gorda de novo. Porque acontece! A gente se autossabota na vida sem nem perceber. 

Um dia eu conto por que engordei tudo isso. Hoje só vou falar o que ajuda a emagrecer (na minha modesta opinião, é claro. E não sou médica, nem nutri, nem psi, nem nada.).

1- Ajuda muito ter uma razão clara e forte. Por que você quer emagrecer? 

2- Ajuda muito ir a uma nutricionista boa, parceira, competente, profissional. E fazer o que ela manda. Lembre-se: quem fez faculdade de nutrição foi ela, não você. 

3- Ajuda muito fazer bastante atividade física. Se tiver uma professora alto astral, ajuda em dobro.


5- Por fim, ajuda muito não espalhar para o mundo qual é o seu objetivo. Trabalhar em silêncio. Mas com comprometimento consigo próprio para alcançar resultados. 

Para quem está nessa jornada: boa sorte. Acredite: é possível! Busque ajuda profissional e encontre no seu interior a motivação que você precisa. Vai dar certo. 

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Ruptura muscular na panturrilha: minha primeira lesão

Emotioncon chorando, lágrimas

Depois de dois anos de corrida, tive minha primeira lesão. Não é nada grave, graças a Deus. Foi só uma pequena ruptura muscular na área da panturrilha. 


Provavelmente aconteceu no último treino que fiz para a W21KAsics, em que cometi um erro de calouro: forcei muito na reta final da preparação. Era um treino na esteira e eu senti a panturrilha no finalzinho. Não corri o resto da semana, só fiz hidro, mas comecei a sentir a panturrilha no km 3 da meia maratona.


Fui até o final e, ao chegar, quando o corpo esfriou, senti que tinha me lesionado, pois tive dificuldade para andar. No dia seguinte, já tinha melhorado um pouco, mas fui ao ortopedista, levei a maior bronca por ter ido até o fim da prova e voltei para a casa com a recomendação de não correr, usar o anti-inflamatório Mioflex-A, botar gelo três vezes ao dia, não subir escadas e não fazer qualquer atividade física (nem hidro). 


Hoje voltei ao ortopedista, com um rasa esperança de ele me liberar, mas que nada. Estou com a recomendação de só voltar a correr no final de novembro. A boa notícia: posso malhar braços e abdômen, mas não perna. Não tenho dor, porém, as vezes, andando, sinto umas fisgadas na panturrilha. Então, vou passar três vezes por semana uma pomada chamada Flexive. A partir de amanhã, começo a fazer fisioterapia na hora do almoço. No meu trabalho, não se abona o horário por conta de fisioterapia, então, vou me ferrar no banco de horas. 

Parte ruim: saudades da corrida. Estava inscrita para duas corridas em novembro - Lotus e Run The Night -, mas o pior mesmo é que eu tinha planos ambiciosos para a Volta da Pampulha e a São Silvestre. Iria ser minha estréia na Volta da Pampulha e minha expectativa era correr bem está prova. Na São Silvestre, minha meta era melhorar muito meu tempo e subir a Brigadeiro correndo o tempo todo (coisa que não fiz ano passado). Agora se eu conseguir fazer estas provas e pegar a medalha já vai ser uma vitória, pois vou ficar um mês e meio sem correr, no total.

Talvez eu vá ver outro ortopedista, ouvir uma segunda opinião. Se você tiver uma dica, deixe ai nos comentários. Mas como disse uma amiga, não adianta querer acelerar as coisas. É preciso me recuperar bem desta lesão para poder correr muitas provas em 2016 e ao longo de todo o meu futuro. 

sábado, 24 de outubro de 2015

Monitor cardíaco Wiso: avaliação

Monitor cardíaco FW30 Wiso
Ganhei este monitor cardíaco no sorteio de uma corrida. Na época, meu Polar tinha estragado e, claro, adorei o presente. 

No início, atendeu superbem. Porém, de uns tempos para cá, começou a não registrar os batimentos: algo muito chato! Sobretudo em provas. 

O modelo é bacaninha e tenho usado como relógio somente. Porém, pela inconstância nos registros, não recomendo a compra, infelizmente.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Dica de hotel para quem vai para a São Silvestre

Percurso São Silvestre 2014
As inscrições estão abertas e a data todo mundo sabe qual é. Se você também vai para a São Silvestre, compartilho aqui a dica do hotel em que fiquei em 2014: Íbis Budget Paulista. Este ano não vou ficar lá de novo, mas isso não significa que o hotel é ruim. Veja só: 

Vantagens:

- Fica na esquina da Avenida Paulista
- Dá para ir andando até a largada: dez minutos, no máximo. 
- Tem bom custo benefício
- Em 2014, deu tolerância até as 13h para o check-out dos corredores
- Fica ao lado de uma estação de metrô
- Parcela o pagamento da diária (acho que dividi em três vezes)


Vista da cidade de São Paulo a partir do Ibis Budget Paulista
Vista da cidade de São Paulo a partir do quarto do Ibis Budget Paulista

Desvantagens:
- Em 2014, o check in e o check out foram um pouco lotados e confusos (ponderação: será que não é assim em todo hotel na mesma época?)
- não tem frigobar no quarto (ponderação: uma noite só não mata ninguém)
- Café da manhã não é incluído e local do café era pequeno (ponderação: hotel estava em reforma, não sei se melhorou. O valor do café da manhã não é exorbitante)

Se eu não quisesse variar (e ficar DO LADO da largada), eu ficaria neste hotel de novo, tranquilamente. Fica lotado de corredores. Vibe superpositiva. #ficaadica

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Viajar sozinha para correr


Era uma vez uma garota que decidiu correr e foi feliz para sempre

Recentemente, viajei a São Paulo para correr a W21KAsics. Fui sozinha. Ano passado corri a São Silvestre e também fui by myself. 

Viajar sozinha, para mim, é bastante natural. Já fiz muitas viagens de férias assim, inclusive internacionais. Porém, me chamou a atenção nesta viagem que fiz a São Paulo para a W21KAsics ouvir de duas pessoas o mesmo comentário: "Que coragem!". 

Pessoalmente, acho um pouco engraçado ouvir essa frase porque considero meu modo de viajar bastante conservador e bem distante da aventura. Eu simplesmente pego um táxi, vou para o aeroporto, embarco num avião, chego na outra cidade, pego outro táxi, busco meu kit, vou a algum ponto turístico, volto para o hotel, corro no dia seguinte e volto para casa. Só ando de táxi ou a pé se for perto, nem me aventuro em ônibus, metrô e que tais... É porta a porta, sabe? Não tem erro.

Talvez as pessoas achem que é preciso coragem para viajar sozinha porque elas se sentem desamparadas sós. Como esse sentimento eu não tenho muito (na verdade, gosto de ficar sozinha), para mim, não faz diferença. 

É claro que, se você tem uma boa companhia, vá fundo viajar com ela, para correr ou não. Mas se você não tem, o que eu acho é que não vale a pena ficar em casa, deixando passar aquela prova que você quer fazer. 

Eu sempre fiz amigos em todas as viagens que fiz. E mesmo se não fizesse... Gosto de ficar comigo mesma e de observar o mundo. 

Sei que é uma questão de perfil também. Tem gente que vai achar chato, triste, esquisito. O que sei é que sempre lembro com carinho de todas as viagens que fiz, sozinha ou não. Então, se você está querendo fazer aquela prova em outro estado, mas não tem companhia, eu sou puro incentivo. Se não quiser ir no forever alone, se junte a um grupo: tem assessorias de corrida que formam grupos para viajar. É só dar um Google.

Em resumo: mulherada, o importante é não ficar em casa sonhando com a medalha. Vá lá pegá-la! 

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Asics Foot ID: qual o seu tipo de pisada?


Asics Foot ID
Eu já tive muito problema ortopédico: imobilizei meu pé direito umas cinco vezes (coisa que nem gosto de lembrar! Bate ai na madeira comigo para isolar: toc, toc, toc). Por isso, sempre me preocupei em usar tênis adequado para correr. Tanto é que, mesmo quando eu ainda só caminhava, fiz teste da pisada pela primeira vez, na loja Nike do Rio Sul, no RJ. 

Meus calçados sempre "comeram" mais para fora, sobretudo no calcanhar. Por isso, não me surpreendi com o resultado do teste da Nike, que disse que eu tinha pisada supinada (para fora).  E assim comprei e passei a usar desde então tênis da marca voltados para esse tipo de pisada: o Vomero e o Pegasus (que amo e super recomendo, sobretudo o Vomero).

Durante a entrega do kit da W21KAsics, fiz o Asics Foot ID, o teste da pisada da marca, que você também pode fazer a qualquer momento na loja Asics Flagship da Oscar Freire, em São Paulo (Rua Oscar Freire, 1082. Tel.: (11) 3064-0674). E qual não foi a minha surpresa quando ouvi o resultado: pé esquerdo com pisada neutra e pé direito com pisada pronada, mas em nível desconsiderável. Segundo o rapaz que me atendeu, posso usar tanto tênis para pisada neutra quanto para pronada. 

Asics Foot ID onde fazer o teste


E agora? Em quem acreditar? Estou tendendo a ir pelo teste da Asics, que achei bem completo. No da Nike somente andei sobre uma superfície monitorada (mas parece que o negócio evoluiu, desde o tempo em que fiz no Rio Sul). No da Asics, há uma análise do seu pé, estática, feita por computador. E depois você corre na esteira e sua pisada é filmada e analisada. 

Se quem analisou era fisioterapeuta, não sei dizer (vou perguntar lá no Face da Asics e depois compartilho aqui!). Mas como sou uma pessoa com fé na humanidade e nas marcas esportivas (ok, ok, nem tanto assim, vá), estou dando crédito a Asics até que se prove o contrário.

Asics Foot ID Resultado
Minha Asics Foot ID

Estou na época de trocar de tênis e agora preciso optar por qual comprar. Meu Vomero 9 está com uns 600 km, acho. Eu já comprei, há muito tempo, um Asics Nimbus e não me adaptei. Achei a forma pequena, mesmo tendo comprado 38, um número maior do que o que uso. Meu pé é gordo e o Asics afunila mais na frente do que o Nike, o que me incomodou a tal ponto que comprei o tênis e nunca o usei para correr. Não quero cometer o mesmo (caro) erro de novo. Não que o Nike seja perfeito também... O meu Vomero 9 só dá para usar de meia. Senão, fere o calcanhar e a lateral interna. E ele também é 38! Dois problemas que o meu Vomero 8 não tinha. 

Estou vendo com os amigos quais tênis eles usam e quais gostam. Se você tiver uma dica, e só deixar nos comentários. Ou me contar ao vivo! 

E escrevendo este post me deu vontade de falar dos meus tênis. Tenho um carinho especial por cada um deles. São companheiros de aventura! Então, veja só: já temos definido nosso próximo post!

Onde fazer o teste da pisada? 

Lojas ASICS 

São Paulo (Rua Oscar Freire), 

Rio de Janeiro (Village Mall) 

Fortaleza (RioMar)

Lojas Nike

Nike Ipanema

Nike Shopping Leblon

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

W21K Asics: dicas e sugestão de hotel


W21K Asics 2014

Participei pela primeira vez da W21K Asics em 2015. Foi minha segunda meia maratona. Achei a prova top: são muitos os pontos de hidratação e isotônicos, o que facilita e muito a vida do atleta. Neste ano, o tempo estava frio, mas, se estivesse calor, certamente o ponto em que havia esponjas molhadas (gigantes!) iria fazer a diferença! E mesmo quem esqueceu ou não sabia que precisava usar gel na metade da prova, ganhou um dos patrocinadores. 

O percurso é predominantemente plano, com poucas subidas (embora elas existam!).  A medalha é linda e ganhamos também um pingente banhado a ouro muito bonito. A largada com revoada de balões é marcante. O kit é lindo também: blusa de boa qualidade (embora solte um pouco de tinta no percurso), uma bolsa superútil, uma viseira bem bonita, um lenço estampado multiuso. 


Kit W21K Asics 2014

Retirei meu kit no sábado pela manhã e a loja estava bem cheia e quente. Mas já vi retirada de kit pior. Fiquei aguardando uma hora para customizar minha camisa, colocando meu nome nela, e uma hora e quinze mais ou menos para fazer o Asics Foot ID (teste da pisada. Vou falar sobre o kit e o teste em outro post). Ficaria de novo, pois acho que valeu a pena. Na fila, fiz amizades. O astral das participantes é um diferencial. É uma prova com "good vibe".

Se você, como eu, é de outro estado e quer dica de um hotel perto da largada da W21KAsics, recomendo o Quality Faria Lima, onde fiquei. É bem perto da largada (na USP) e muitas corredoras ficam lá. Destaque: no dia da prova, o hotel antecipou excepcionalmente o café da manhã para as 5h30 para atender às corredoras. Atitude que merece todos os elogios! 


O hotel é ótimo: silencioso, muito bem localizado, bonito e de qualidade. Fica do ladinho do Shopping Eldorado, uma mão na roda para comer, comprar algo que você precise de última hora ou mesmo passear. Também fica bem perto (15 minutos andando) do Shopping Iguatemi. Não cheguei a ir a este shopping, mas dá para ver da janela do hotel. Do ladinho do hotel também tem um posto Petrobras, com uma loja de conveniência BR Mania, em que dá para comprar água ou algo que você queira comer, caso não queira apelar para o frigobar.


Eu fui para esta corrida sozinha e fiz amigas no café da manhã, o que me rendeu companhia para o táxi (que facilmente conseguimos pegar em frente ao hotel). O café da manhã do hotel é ótimo. Infelizmente, só comi o básico. Sabe como é: dia de prova não é dia de arriscar!


Fiz minha prova em 2h42 (corro devagar! kkkkk) e ainda deu tempo de aproveitar um pouquinho o pós-prova e chegar no hotel a tempo de tomar um banho e fazer o check-out ao meio-dia. Sugiro que você chegue bem cedo na largada: assim você tira as fotos nos painéis quando eles ainda estão vazios. Para pegar táxi depois da prova não foi tão fácil nem tão difícil. Caminhei sobre um viaduto que há em frente à USP, perto do portão 1, e pedi pelo aplicativo 99taxis em frente à estação do metrô Cidade Universitária. Em dez minutos, no máximo, estava no hotel. E o motorista disse que dava para ir a pé, se eu conhecesse o caminho. 


Gostei muito desta prova: certamente ano que vem irei de novo, se Deus quiser. Eu nunca tinha feito uma prova da Asics e percebi que o nível é outro. Fomos agraciados pelo tempo fresco: com sol, certamente é uma prova mais dura. Mas, com o tempo fresquinho e a possibilidade de terminar em até 3h30, é uma prova tranquila, ideal para quem vai fazer sua primeira meia. Em uma palavra, recomendo!!!