Hoje estou aqui para comentar um livro que li e recomendo: "A dieta ideal - Sem mitos, sem milagres, sem terrorismo", de Marcio Atalla e Desire Coelho.
Confesso que comprei este livro em uma linha meio auto-ajuda: sempre estou às voltas com textos, vídeos e programas ligados à alimentação, emagrecimento e treinamento esportivo. Busco, com isso, estar sempre envolta em uma atmosfera que me lembre e me apoie no caminho que escolhi para mim, que é de manter uma vida ativa e cuidar da minha alimentação. Sabe quando você não quer ir treinar, mas lê aquele card motivacional no Facebook? Pois é, comigo funciona.
Este livro, porém, é bastante surpreendente, pois ele desfaz algumas ideias pré-concebidas que temos.
Quer alguns exemplos? Então, saiba que:
- Para estar saudável nem sempre é necessário perder peso.
Pois é, não é, não. Sobretudo se você for fisicamente ativo. Para quem despreza os gordinhos por conta disso (ou despreza a si mesmo se estiver acima do peso), esta é uma ideia meio soco no estômago.
- Percentual de gordura não tem relação direta com saúde
Pois é, surpresa (ao menos para mim): segundo os autores, não há nenhum estudo científico que relacione percentual de gordura corporal com saúde (ou risco de morte/de desenvolver doenças). A circunferência abdominal é a medida com melhor reconhecimento científico para avaliar risco de saúde.
- Para a saúde, muitas vezes é melhor ter um peso corporal estável, mesmo que um pouco acima do desejado, do que sofrer com o efeito sanfona.
Não é saudável ficar no "emagrece-engorda-emagrece-engorda". Diminui a tolerância à glicose, aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de endométrio e pode levar a um ganho de peso corporal em longo prazo. Ou seja, ter peso estável é fundamental.
- Segundo pesquisas, existe relação entre IMC e risco aumentado de morte para a obesidade (IMC acima de 30), mas não para o sobrepeso (IMC entre 25 e 29,9).
Dizem os autores: "se a pessoa possui peso estável e não apresenta complicações de saúde, talvez ela não precise de fato emagrecer".
O livro também apresenta várias outras informações relevantes, como o fato de a restrição alimentar gerar compulsão. Os autores afirmam que não devem existir alimentos proibidos em uma alimentação. O que é preciso haver é equilíbrio. Também são bem sinceros em relação à indústria de emagrecimento e seus interesses nem sempre tão cândidos. O livro traz dicas práticas para o dia a dia, como o uso de diário alimentar, algo que já fiz sob orientação de minha nutricionista. Há testes também de relação com a comida (meu resultado: me policio demais).
Pessoalmente, ao ler o livro, fiquei um pouco desconfortável algumas vezes. Pois ele te dá liberdade e flexibilidade, não é punitivo e nem autoritário, ao contrário de muita coisa que a gente vê por aí em termos de alimentação e treino. Ao lê-lo, achei que abri minha mente para alguns aspectos. Em resumo, achei bem útil e recomendo a leitura.












