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Viajar sozinha, para mim, é bastante natural. Já fiz muitas viagens de férias assim, inclusive internacionais. Porém, me chamou a atenção nesta viagem que fiz a São Paulo para a W21KAsics ouvir de duas pessoas o mesmo comentário: "Que coragem!".
Pessoalmente, acho um pouco engraçado ouvir essa frase porque considero meu modo de viajar bastante conservador e bem distante da aventura. Eu simplesmente pego um táxi, vou para o aeroporto, embarco num avião, chego na outra cidade, pego outro táxi, busco meu kit, vou a algum ponto turístico, volto para o hotel, corro no dia seguinte e volto para casa. Só ando de táxi ou a pé se for perto, nem me aventuro em ônibus, metrô e que tais... É porta a porta, sabe? Não tem erro.
Talvez as pessoas achem que é preciso coragem para viajar sozinha porque elas se sentem desamparadas sós. Como esse sentimento eu não tenho muito (na verdade, gosto de ficar sozinha), para mim, não faz diferença.
É claro que, se você tem uma boa companhia, vá fundo viajar com ela, para correr ou não. Mas se você não tem, o que eu acho é que não vale a pena ficar em casa, deixando passar aquela prova que você quer fazer.
Eu sempre fiz amigos em todas as viagens que fiz. E mesmo se não fizesse... Gosto de ficar comigo mesma e de observar o mundo.
Sei que é uma questão de perfil também. Tem gente que vai achar chato, triste, esquisito. O que sei é que sempre lembro com carinho de todas as viagens que fiz, sozinha ou não. Então, se você está querendo fazer aquela prova em outro estado, mas não tem companhia, eu sou puro incentivo. Se não quiser ir no forever alone, se junte a um grupo: tem assessorias de corrida que formam grupos para viajar. É só dar um Google.
Em resumo: mulherada, o importante é não ficar em casa sonhando com a medalha. Vá lá pegá-la!

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